Diferença entre espuma laminada ou expandida e espuma injetada

Espuma Laminada ou Expandida

O nome “Espuma Laminada” é utilizado pois as peças que compõem o estofado são tiradas de um bloco de espuma previamente confeccionado. O bloco é cortado (fatiado) de acordo com o tamanho e espessura das peças, ou seja, são extraídas Lâminas de Espuma.
Também chamada de espuma Expandida, este nome faz referência ao processo de fabricação da espuma, que se expande imediatamente após a mistura da matéria-prima, formando o bloco que será utilizado no corte para a produção dos estofados.

Espuma Injetada

A espuma injetada, ao contrário da laminada, já é fabricada na medida exata da peça. Há um Molde que recebe o composto que formará a espuma pelo processo de Injeção. Os componentes são injetados dentro do molde e, depois de pronta, a espuma já terá o formato final, sem a necessidade de corte ou ajustes no tamanho.As cadeiras da GoFlex são confeccionadas em  espuma injetada.
Normalmente a espuma injetada apresenta maior densidade que a espuma laminada.
A unidade de medida da densidade da espuma é Kg/m3.

10 Poltronas que fizeram a história

É um fato mais do que comprovado: um bom design é capaz de atravessar gerações. Para validar essa afirmação, é supersimples… Basta fazer uma busca rápida de ambientes decorados no Pinterest. A maioria das imagens que saltará na tela do seu computador terá pelo menos uma peça icônica, criada lá atrás, em meados do século 20. Eames, Jacobsen, Saarinen e Le Corbusier são apenas alguns dos designers que deram vida a poltronas vanguardistas – reproduzidas em massa hoje em dia – que se tornaram atemporais e objeto de desejo de muita gente. Tanto encanto não é sem motivos, já que qualquer cômodo é beneficiado pela adição de alguma peça do mobiliário moderno. Quer saber mais sobre a história de alguma das poltronas que fizeram história? Então vem com a gente!

 

#1 Lounge Chair | Charles e Ray Eames

 

Aposto que você já se derreteu por uma espreguiçadeira Eames, né? Ela é a perfeita poltrona de leitura, capaz de deixar qualquer cantinho mais sofisticado e estiloso. Uma das mais icônicas peças modernistas, foi criada em 1956 pelo casal de designers norte-americanos Charles e Ray Eames como um presente de aniversário para um amigo, o cineasta Billy Wilder.

 

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#2 Womb Chair | Eero Saarinen

 

A poltrona Womb foi criada pelo arquiteto e designer finlandês Eero Saarinen em 1948 a pedido de Florence Knoll. A peça é considerada uma das mais confortáveis criações do designer.

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#3 Egg Chair | Arne Jacobsen

 

A poltrona Egg, do dinamarquês Arne Jacobsen, foi desenhada em 1958 especialmente para o Hotel Royal SAS, de Copenhagen.  Uma das peças mais populares do designer e arquiteto, ganhou esse nome em razão do seu formato curvo.

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#4 Swan Chair | Arne Jacobsen

 

Assim como a poltrona Egg, a Swan (ou Cisne) foi projetada para os lounges do hotel dinamarquês Royal SAS. Seu desenho foi o resultado da pesquisa de Jacobsen sobre as formas fluidas e curvas.

 

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#5 Barcelona

 

A Barcelona foi criada em 1929 por Ludwig Mies van der Rohe e Lilly Reich. As primeiras duas peças foram produzidas especialmente para o rei e rainha da Espanha. Mais adiante, ela se popularizou e tanto sucesso levou a criação de uma coleção completa, composta por puff, mesa, poltrona e sofá.

 
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#6 LC2 e LC3 – Le Corbusier, Pierre Jeanneret e Charlotte Perriand

 

Desenhado por Le Corbusier, Pierre Jeanneret e Charlotte Perriand em 1928, as poltronas LC2 e LC3 fazem parte da série “Grand Confort”. As peças foram divididas em duas categorias: LC2 ou “Le Petit Modèle”, que são mais compactas, e LC3 ou “Grand Modèle”, maiores e mais robustas.

 

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#7 Wassily Chair – Marcel Breuer

 

Projetada em 1925 pelo arquiteto e designer norte-americano Marcel Breuer, a poltrona Wassily é o grande clássico da sua produção. Dizem que Breuer inspirou-se na estrutura de uma bicicleta para criar a poltrona de aço tubular. Ela também integrava o projeto de interiores do apartamento do pintor Wassily Kandinsky.

 
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#8 Butterfly | Antoni Bonet, Juan Kurchan e Jorge Ferrari-Hardoy

 

A Poltrona Butterfly nasceu da parceria do catalão Antoni Bonet com os argentinos Juan Kurchan e Jorge Ferrari-Hardoy. Ela foi criada em 1938 e também é chamada de Hardoy Chair ou BKF. A peça superfuncional e leve é composta por uma armação de metal envolta por uma única peça de tecido. Em 1941, ela ganhou o prêmio MoMA.

 

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#9 Poltrona Mole | Sergio Rodrigues

 

A Mole é uma das peças mais emblemáticas do mobiliário moderno brasileiro. Ela foi projetada pelo designer Sergio Rodrigues em 1961. É composta de uma estrutura de madeira com tiras de couro ajustáveis ​​que dão suporte às almofadas de couro. Com um visual confortável, a peça recebeu o primeiro prêmio na IV Bienal Mobiliário na Itália.

 
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#10 Papa Bear Chair | Hans Wegner

 

A poltrona Papa Bear foi criada pelo designer dinamarquês Hans J. Wegner, em 1951, considerado por muito como o “mestre das cadeiras”. A peça foi a primeira a ser produzida na oficina de marcenaria PP Møbler e marca o início da longa parceria entre eles. Os apoios de braços de madeira foram projetados para lembrar os braços de um urso e abraçar com muito conforto a pessoa sentada.

 
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História da cadeira

Uma cadeira é uma peça de mobília. É apoiada sobre três ou quatro pés, com um encosto e, algumas vezes, com braços para apoiar ou descansar os antebraços.

Funções

De maneira histórica, a data de criação da cadeira pode datar tempos primordiais, onde o hominídeo utilizava-se de cadeiras simples feitas em pedra. Durante o período da Idade Média, as cadeiras passaram a ser artigos de luxo da nobreza e possuíam armações e construções diversas.

A cadeira chegou ao Brasil no século XVI com a vinda dos portugueses. Até então, por aqui, o mobiliário indispensável eram a rede e a esteira indígenas, ambas de fibras vegetais.

Existem diversos tipos de cadeiras com funções e estilos diversos, como a cadeira elétrica. A cadeira elétrica mata por meio da eletrocussão. O condenado é imobilizado nela e sofre uma série de tensões elétricas. Sua estrutura é feita de madeira. O chão em torno do assento é revestido de borracha para que as cargas não se espalhem de forma difusa. O equipamento foi criado por uma comissão estadual de Nova York encarregada de encontrar um método mais humano de execução do que o enforcamento.

Recorde

Em 2008, o designer italiano de móveis Massimiliano Della Monaca, criou a mais leve cadeira do mundo, com o peso de apenas 617 gramas, apresentada e pesada na cidade de Marina di Carrara, na Itália.

Historia da Biblia Sagrada

A Bíblia (do grego βίβλια, plural de βίβλιον, transl. bíblion, “rolo” ou “livro”) é uma coleção de textos religiosos de valor sagrado para o Cristianismo, em que a interpretação religiosa do motivo da existência do homem na Terra sob a perspectiva judaica é narrada por humanos. É considerada pelos cristãos como divinamente inspirada , sendo que se trata de um documento doutrinário.

Segundo a tradição, aceita pela maioria dos cristãos, a Bíblia foi escrita por 40 autores, entre 1500 e 450 a.C. (livros do Antigo Testamento) e entre 45 e 90 d.C. (livros do Novo Testamento), totalizando um período de quase 1600 anos. A maioria dos historiadores acredita que a data dos primeiros escritos considerados sagrados é bem mais recente: por exemplo, enquanto a tradição cristã coloca Moisés como o autor dos primeiros cinco livros da Bíblia (Pentateuco), muitos estudiosos aceitam que foram compilados pela primeira vez apenas após o exílio babilônico, a partir de outros textos datados entre o décimo e o quarto século antes de Cristo.Muitos estudiosos também afirmam que ela foi escrita por dezenas de pessoas oriundas de diferentes regiões e nações.

Segundo uma interpretação literal do Gênesis (primeiro livro da Bíblia), o homem foi criado por Deus a partir do pó, após os céus e a terra, entre seis e oito mil anos atrás, e ganhou a vida após Deus soprar o fôlego da vida em suas narinas.

É o livro mais vendido de todos os tempos com mais de seis bilhões de cópias em todo o mundo, uma quantidade sete vezes maior que o número de cópias do 2º colocado da lista dos livros mais vendidos, O Livro Vermelho.

Nos Estados Unidos, o único presidente que não fez o juramento de posse com a mão em uma Bíblia foi Theodore Roosevelt (1901-1909), de acordo com os registros oficiais do Architect of the Capitol. John Quincy Adams (1825-1829), em sua posse, de acordo com cartas escritas pelo mesmo, colocou a mão em um volume de direito constitucional ao invés da Bíblia para indicar a quem pertencia sua lealdade. Não há registros para presidentes anteriores a John Tyler (1841-1845).

A Bíblia se diz escrita por pessoas sob efeito da inspiração divina.

O apóstolo Paulo afirma que “toda a Escritura é inspirada por Deus” literalmente, “soprada por Deus”, que é a tradução da palavra grega θεοπνευστος, theopneustos] (2 Timóteo 3:16).

O apóstolo Pedro diz que “nenhuma profecia foi proferida pela vontade dos homens. Inspirados pelo Espírito Santo é que homens falaram em nome de Deus.” (2 Pedro 1:21). O apóstolo Pedro atribui aos escritos de Paulo a mesma autoridade do Antigo Testamento: “E tende por salvação a longanimidade de nosso Senhor; como também o nosso amado irmão Paulo vos escreveu, segundo a sabedoria que lhe foi dada; falando disto, como em todas as suas epístolas, entre as quais há pontos difíceis de entender, que os indoutos e inconstantes torcem, e igualmente as outras Escrituras, para sua própria perdição” (2 Pedro 3:15-16).

Interpretação

Segundo o jornalista David Plotz, da revista online Slate Magazine, até um século atrás, a maioria dos estadunidenses bem instruídos conheciam a Bíblia a fundo. Ele também afirma que atualmente, o desconhecimento bíblico é praticamente total entre pessoas não-religiosas. Ainda segundo Plotz, mesmo entre os fiéis, a leitura da Bíblia é irregular: a Igreja Católica inclui somente uma pequena parcela do Antigo Testamento nas leituras oficiais; os judeus estudam bastante os cinco primeiros livros da Bíblia, mas não se importam muito com o restante; os judeus ortodoxos normalmente passam mais tempo lendo o Talmude ou outra coisa que Bíblia em si; muitos protestantes e /ou evangélicos lêem a Bíblia frequentemente, mas geralmente dão mais ênfase ao Antigo Testamento.

A inacessibilidade da Bíblia entre a Antiguidade e a Idade Média resultou na criação de diversas narrativas sobre os personagens bíblicos, criando acréscimos e distorções. A Igreja Católica não permitia que seus fiéis possuíssem exemplares da Bíblia, alegando que estes não teriam nunca a capacidade necessária para interpretá-la, devido à sua complexidade. Assim, afirmava que a responsabilidade de ensinar as orientações de Deus era exclusivamente sua.

Os conflitos entre ciência e religião foram, em parte, ajudados pela interpretação literal da Bíblia. Esta não deve ser interpretada como um relato preciso da história da humanidade ou uma descrição perfeita da natureza. Galileu Galilei considerava que a Bíblia deveria ser interpretada a partir do estudo da natureza.

Os escravocratas basearam-se na parte da Bíblia que conta sobre Noé ter condenado seu filho Cam e seus descendentes à escravidão para justificar religiosamente a escravidão.

Martinho Lutero considerava que o amor de Cristo era alcançável gratuitamente por meio da Bíblia. Foi um dos primeiros teólogos a sugerir que as pessoas deveriam ler e interpretar a Bíblia por si mesmas. A maioria das pessoas interpreta a Bíblia por intermédio de seu líder religioso.

As Testemunhas de Jeová consideram 66 livros como componentes da Bíblia, interpretando-a de forma literal exceto quando o texto evidencia estar em sentido figurado.Chamam o Novo Testamento de Escrituras Gregas Cristãs e o Velho Testamento de Escrituras Hebraicas. Para o espiritismo a Bíblia é uma das várias referências de compreensão do mundo espiritual (não é a principal).

Estrutura interna

A Bíblia atualmente é dividida em dois grandes grupos de livros: o Antigo e o Novo Testamento.

O Antigo Testamento apresenta a história do mundo desde sua criação até os acontecimentos após a volta dos judeus do exílio babilônico, no século IV a.C.

O Novo Testamento apresenta a história de Jesus Cristo e a pregação de seus ensinamentos, durante sua vida e após sua morte e ressurreição, no século I d.C. (ver: Vida de Cristo)

A Bíblia não era dividida em capítulos até 1227 d.C., quando o cardeal Sthepen Langton os criou, e não apresentava versículos até ser assim dividida em 1551 por Robert Stephanus.

Livros do Antigo Testamento

Os livros do Antigo Testamento aceitos por todos os cristãos como sagrados (também chamados “protocanônicos” pela igreja católica) são: Gênesis, Êxodo, Levítico, Números,Deuteronômio, Josué, Juízes, Rute, I Samuel, II Samuel, I Reis, II Reis, I Crônicas, II Crônicas, Esdras, Neemias, Ester, Jó, Salmos, Provérbios, Eclesiastes, Cânticos dos Cânticos, Isaías, Jeremias, Lamentações, Ezequiel, Daniel, Oséias, Joel, Amós, Obadias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuque, Sofonias, Ageu, Zacarias e Malaquias.

Os deuterocanônicos, aceitos pela Igreja Católica como sagrados são: Tobias, Judite, I Macabeus, II Macabeus, Sabedoria, Eclesiástico e Baruque. Estes estão disponíveis na tradução grega do Antigo Testamento, datada do Século I a.C., a Septuaginta.

Segundo a visão protestante, os textos deuterocanônicos (chamados “Livros apócrifos” pelos protestantes) foram, supostamente, escritos entre Malaquias e Mateus, numa época em que segundo o historiador judeu Flávio Josefo, a Revelação Divina havia cessado porque a sucessão dos profetas era inexistente ou imprecisa (ver: Testimonium Flavianum). O parecer de Josefo não é aceito pelos cristãos católicos, ortodoxos e por alguns protestantes, e igualmente pensam assim uma maioria judaica não farisaica, porque Jesus afirma que durou até João Batista, “A lei e os profetas duraram até João” (cf. Lucas 16:16; Mateus 11:13).

Livros do Novo Testamento

Através dos séculos, desde o começo da era cristã, e inclusive em alguns contextos, como na Reforma Protestante do século XVI, os textos deuterocanônicos do Novo Testamento foram tão debatidos como os textos deuterocanônicos do Antigo Testamento. Finalmente, os reformistas protestantes decidiram rejeitar todos os textos deuterocanônicos do Antigo Testamento, e aceitar todos os textos deuterocanônicos do Novo Testamento, embora houvesse em Lutero, no processo da Reforma Protestante, a intenção de remover determinados livros do Novo Testamento por considerá-los apócrifos ou dolosos, como a Epístola de Tiago.

Origem do termo “testamento”

Este vocábulo não se encontra na Bíblia como designação de uma de suas partes. A palavra portuguesa “testamento” corresponde à palavra hebraica berith (que significaaliança, pacto, convênio, contrato), e designa a aliança que Deus fez com o povo de Israel no Monte Sinai, tal como descrito no livro de Êxodo (Êxodo 24:1-8 e Êxodo 34:10-28). Segundo a própria Bíblia, tendo sido esta aliança quebrada pela infidelidade do povo, Deus prometeu uma nova aliança (Jeremias 31:31-34) que deveria ser ratificada com o sangue de Cristo (Mateus 26:28). Os escritores do Novo Testamento denominam a primeira aliança de antiga (Hebreus 8:13), em contraposição à nova (2 Coríntios 3:6-14).

Os tradutores da Septuaginta traduziram berith para diatheke, embora não haja perfeita correspondência entre as palavras, já que berith designa “aliança” (compromisso bilateral) e diatheke tem o sentido de “última disposição dos próprios bens”, “testamento” (compromisso unilateral).

As respectivas expressões “antiga aliança” e “nova aliança” passaram a designar a coleção dos escritos que contém os documentos respectivamente da primeira e da segunda aliança. As denominações “Antigo Testamento” e “Novo Testamento”, para as duas coleções dos livros sagrados, começaram a ser usadas no final do século II, quando os evangelhos e outros escritos apostólicos foram considerados como parte do cânon sagrado. O termo “testamento” surgiu através do latim, quando a primeira versão latina do Velho Testamento grego traduziu diatheke por testamentum . Jerônimo de Estridão, revisando esta versão latina, manteve a palavra testamentum, equivalendo ao hebraicoberith — “aliança”, “concerto”, quando a palavra não tinha essa significação no grego (ver: Vulgata). Afirmam alguns pesquisadores que a palavra grega para “contrato”, “aliança” deveria ser suntheke, por traduzir melhor o hebraico berith.

Traduções

Eusébio Sofrônio Jerônimo (conhecido como São Jerônimo pelos católicos) traduziu a Bíblia diretamente do hebraico, aramaico e grego para o latim, criando a Vulgata. No Concílio de Trento em 1542, essa tradução foi estabelecida como versão oficial da Bíblia para a Igreja Católica (vide Cânone de Trento).

Em meados do século XIV o teólogo John Wyclif realizou a tradução da Bíblia para o inglês. Após a Reforma Protestante a Bíblia recebeu traduções para diversas línguas e passou a ser distribuída sem restrições para as pessoas.

Martinho Lutero traduziu a Bíblia para a língua alemã enquanto estava escondido em Wittenberg do Papa Leão X, que queria fazer um “julgamento” após a publicação das 95 Teses.

A grande fonte hebraica para o Antigo Testamento é o chamado Texto Massorético . Trata-se do texto hebraico fixado ao longo dos séculos por escolas de copistas, chamados massoretas, que tinham como particularidade um escrúpulo rigoroso na fidelidade da cópia ao original. O trabalho dos massoretas, de cópia e também de vocalização do texto hebraico (que não tem vogais, e que, por esse motivo, ao tornar-se língua morta, necessitou de as indicar por meio de sinais), prolongou-se até ao Século VIII d.C. Pela grande seriedade deste trabalho, e por ter sido feito ao longo de séculos, o texto massorético (sigla TM) é considerado a fonte mais autorizada para o texto hebraico bíblico original.

No entanto, outras versões do Antigo Testamento têm importância, e permitem suprir as deficiências do Texto Massorético. É o caso doPentateuco Samaritano (os samaritanos que eram uma comunidade étnica e religiosa separada dos judeus, que tinham culto e templo próprios, e que só aceitavam como livros sagrados os do Pentateuco), e principalmente a Septuaginta Grega (sigla LXX) .

A Versão dos Setenta ou Septuaginta Grega, designa a tradução grega do Antigo Testamento, elaborada entre os séculos IV e I a.C., feita em Alexandria, no Egito. O seu nome deve-se à lenda que dizia ter sido essa tradução um resultado milagroso do trabalho de 70 eruditos judeus, e que pretende exprimir que não só o texto, mas também a tradução, fora inspirada por Deus. A Septuaginta Grega é a mais antiga versão do Antigo Testamento que conhecemos. A sua grande importância provém também do facto de ter sido essa a versão da Bíblia utilizada entre os cristãos, desde o início, versão que continha os Deuterocanônicos, e a que é de maior citação do Novo Testamento, mais do que o Texto Massorético.

A Igreja Católica considera como oficiais 73 livros bíblicos (46 do Antigo Testamento e 27 do Novo), sendo 7 livros a mais no Velho Testamento do que das demais religiões cristãs e pelo Judaísmo. Já a Bíblia usada pela Igreja Ortodoxa contém 78 livros, 5 a mais que a católica e 12 a mais que a protestante.

Número de traduções

De acordo com as Sociedades Bíblicas Unidas, a Bíblia já foi traduzida, até 31 de dezembro de 2007, para pelo menos 2.454 línguas e dialetos.

Mundo lusófono

A primeira versão portuguesa da Bíblia surgiu apenas em 1748, a partir da Vulgata Latina, traduzida para o português por João Ferreira de Almeida. Almeida faleceu antes de concluir o trabalho, que foi finalizado por colaboradores holandeses.

Versões

Uma cópia da Bíblia de Gutenberg, de propriedade do Congresso dos Estados Unidos.

As diversas igrejas cristãs possuem algumas divergências quanto aos seus cânones sagrados , inclusive entre protestantes.

A Igreja Católica possui 46 livros no Antigo Testamento como parte de seu cânone bíblico . Os livros de Livro de Tobias, Judite, Sabedoria,Eclesiástico, Baruque, I Macabeus e II Macabeus e as chamadas Adições em Ester e Adições em Daniel) são considerados “deuterocanônicos” (ou “do segundo cânon”) pela Igreja Católica. Além disso, existem 27 livros no Novo Testamento .

As igrejas cristãs ortodoxas e as outras igrejas orientais, aceitam, além de todos estes já citados, outros dois livros de Esdras, outros dois dosMacabeus, a Oração de Manassés, e alguns capítulos a mais no final do livro dos Salmos (um nas Bíblias das igrejas de tradição grega,cóptica, eslava e bizantina, e cinco nas Bíblias das igrejas de tradição siríaca)

Religiões

Os judeus têm o Pentateuco (Gênesis, Êxodo, Levítico, Números, Deuteronômio) como importante livro, o qual chamam de Torá (ver: Torá escrita e Torá oral).

O Alcorão, livro mais importante do Islã, possui várias passagens em coincidência com o antigo testamento.

Os Espíritas consideram a Primeira Aliança como um livro histórico, e têm sua doutrina fundamentada no Evangelho segundo o Espiritismo (que possui referências à passagens da Bíblia) e O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec.

Erros e adulterações

O padre franciscano Roger Bacon demonstrou que vários textos da Bíblia estavam adulterados. Entretanto, Roger Bacon vivera no século XIII; mas, com as descobertas dabiblioteca de Nag Hammadi e dos Manuscritos do Mar Morto (ou Qumram), no século XX, essas dúvidas dissiparam-se e, com o advento das técnicas de crítica textual, hoje a Bíblia está disponível com pelo menos 99% de fidelidade aos originais; sendo que a maioria das discrepâncias presentes nos outros 1% dos trechos são de natureza trivial, i. e., sem relevância.

Segundo alguns estudiosos, um erro de tradução da Bíblia é traduzir staurós como cruz, e baseando-se nisto, dizer que Jesus foi pregado em uma cruz ao invés de uma estaca de tortura que significa simplesmente um madeiro, pois na época da morte de Jesus, o significado da palavra abrangia apenas uma só estaca ou madeiro.

Crítica

A Bíblia gera uma grande polêmica por condenar o ato homossexual, gerando revolta nos homossexuais.. Contudo, qualquer que seja o ato declarado pecado pela Bíblia, esta promete o perdão dos pecados ao arrependido, de modo que este é “trazido à condição de não ter nenhuma condenação mais”, levando-se em conta que o pecado não seja mais cometido, “não tendo nada pesando contra ele mais” (Romanos 5:1).

Segundo o jornalista David Plotz, da revista online Slate Magazine, a Bíblia tem muitas passagens difíceis, repulsivas, confusas e entediantes . Entretanto, especialistas emliteratura discordam e abordam a beleza da literatura bíblica em artigos acadêmicos.

De acordo com o livro How To Read The Bible?, de James Kugel, não há veracidade histórica na Bíblia. No entanto, autores como o filósofo cristão William Lane Craig têm opinião diametralmente oposta a essa.

A versão hebraica da Bíblia não oferece uma orientação clara de como devemos agir. A maioria das pessoas trava contato com a Bíblia por meio de outra pessoa, ficando dependentes da interpretação dada por seu rabino, pastor, professor ou padre.

De acordo com Mark Twain, a Bíblia retrata Deus como um homem de impulsos maus, muito além dos limites humanos, sendo classificada por ele a biografia mais condenável já vista. Ainda de acordo com ele, no Antigo Testamento, Deus é mostrado como sendo injusto, mesquinho, cruel e vingativo, punindo crianças inocentes pelos erros de seus pais; punindo pessoas pelos pecados de seus governantes; descarregando sua vingança em ovelhas e bezerros inofensivos, como punição por ofensas insignificantes cometidas por seus proprietários.